Se há coisa que tenho a certeza é que fazer 40 anos foi como um mergulho do alto do precipício para o desconhecido. E porquê ? Porque no meio de tantas certezas vieram as incertezas. Nunca mergulhei tanto no meu interior como nestes últimos 3 anos e acreditem que com muito trabalho, incertezas e perseverança ,descobri dezenas de coisas em mim que desconhecia ou que simplesmente tinha perdido pelo caminho da minha vida. Hoje sou muito mais completa mais feliz, disso tenho a certeza ! Este foi outro dos temas que trabalhei com o Nelson Furtado meu coach.
Partilho com vocês aqui a sua explicação
Cada etapa da vida reserva-nos momentos especiais, bons e maus, mas serão de certeza aqueles que fazem sentido na nossa “estória” e necessários ao desenvolvimento de cada um.
Até aos 30 anos (mais coisa menos coisa), para a maior de nós a vida traz-nos experiências que podemos viver com muita intensidade, mas muitas vezes sem maturidade ou sem percepção de como essas situações fazem sentido nas nossas vidas. Vivemos muito fãs da novidade.
A verdade é que maturidade, ou consciência de vida, não tem a ver com uma idade específica, mas sim com a forma como encaramos a vida – encarar menos no sentido de olhar para a vida de frente, nos olhos. O ponto de viragem está na percepção de que toda aprendizagem é necessária para construirmos um determinado sentido.
Só a partir do momento em que tiramos partido da sucessão da vida como aprendizagens é que nos conseguimos estabelecer como realizadores do nosso próprio percurso.
A vida pós30 terá todo seu sabor apenas se estivermos disponíveis para sermos os atores principais do nosso próprio filme e não os atores secundários do filme de outros.
Tire partido das 7 lições pós 30
Estar bem consigo mesmo
Devemo-nos todo o respeito e apesar de seres de partilha, há momentos que precisam de ser vidos plenamente a sós. Até o conseguirmos fazer teremos sempre presente a insegurança da expetativa que vem do outro.
Amigos cabem na palma da mão
É natural que toda a evolução traga novas redes de pessoas nas nossas vidas, mas o coração não consegue ter lugares-cativos para um estádio inteiro. Os verdadeiros amigos são pilares nas nossas vidas, mesmo que em determinados momentos nos afastemos, esses pilares continuam lá. Muitas vezes dizemos que são a família que escolhemos e talvez isso seja bem verdade.
Cuidar de si é um investimento
É sem dúvida o melhor investimento porque é de nós mesmos que a nossa vida depende. Mais do que fazermos o básico para assegurar a vida, a perspetiva de investir em nós acrescenta-nos sentido e exponencia o potencial que trazemos.
Qualquer investimento é válido, no entanto o mais preciso será encontrarmos o nosso verdadeiro propósito.
Sucesso é ser feliz
Ser bem sucedido não é acumular resultados, mas sim ser feliz ao longo do caminho. Porque qualquer resultado implica uma perspetiva extraída do fim e esta pode mudar a qualquer altura. Sentir-se preenchido e realizado no percurso até chegar aos seus objetivos é a melhor receita da sucesso.
Murros em ponta de faca “no way”
Aprender a apontar ao alvo é determinante. Querer que a realidade que não depende de nós se vergue à nossa vontade é um sinal claro de que não concluímos todas as aprendizagens necessárias para perceber que pontas de faca implicam terriórios que não são nossos!
Apenas precisamos de aceitar as pontas de faca como orientadores do percurso. Simples, não é?
Ninguém vai fazer por si aquilo que você não faz
É muito bom sermos ajudados, mas ou aprendemos a pedir ajuda quando precisamos, ou esperar sentados vai apenas perpetuar o ciclo da frustração.
Se é importante para si, faça! Assegure-se de perceber quais os recurso que tem disponíveis e aqueles que ainda precisa ganhar.
Se esperar boleias arrisca-se a ir para onde não quer.
O amor pode não ser para sempre
Mas na verdade o verdadeiro amor é sempre para sempre, pode é evoluir para outras formas de amor que não aqueles que gostaríamos de manter. Pode ser uma amor à distância, um amor até um dia, uma amizade, carinho e respeito.
Perceber que todos temos o nosso timing de evolução, implica perceber que podemos não ter sempre aquela pessoa ao nosso lado totalmente sincronizada com o nosso percurso.
Aceitar que temos parceiros de vida e respeitar as jornadas que estão connosco é o primeiro passo para amarmos sempre de volta, mesmo em contexto de mudança. Porque todos os finais são em si mesmo início.
Nelson Furtado
Master Coach & Human Development
geral@woryou.life
www.workyou.life







