Uma das primeiras questões que comecei a trabalhar com o meu coach foi a de sentir uma insatisfação que não parecia ter razão de ser. A minha vida aparentemente corria bem, filhos com saúde, trabalho a fluir, não havia assim uma razão que eu soubesse apontar para essa sensação permanente de insatisfação.
Este é o primeiro de muitos temas que tem a ver com a minha experiência pessoal e aqui vou partilhar com o suporte e explicação do meu coach Nelson Furtado. Espero que gostem. Perguntas e sugestões são bem vindas .
Nelson explica:
Este sintoma é bem comum ao longo da vida. A insatisfação, ainda que não consigamos identifica-la com nada, é um poderoso sinal de alarme que deve ser atendido.
É o sinal de que não estamos a viver algo que para nós é importante.
A maior parte de nós procura silenciar a insatisfação com compensação sem ir à raiz da questão.
Não importa se compensamos com uma viagem, com um programa com amigos, com roupa ou um determinado estilo de vida, com comida, com letargia ou até com fixação em trabalho.
Importa sim, que perpetuamos tempo demais essa insatisfação, construindo muros bem resistentes à mudança.
A insatisfação alerta para a necessidade de mudar, ou seja, de voltar ao fluxo evolutivo da vida.
Em alguns momentos da vida atingimos etapas em que finalizamos determinadas construções, ou porque conseguimos aquele posto de trabalho, aquele nível de vida, constituímos família, terminamos um passo importante… é muito comum nessas alturas abrandar um pouco ou até querer permanecer por ali! Esquecemo-nos, porém, que nunca existe um stop na nossa evolução. Se olharmos para o desenvolvimento duma criança, ela não para a cada conquista, todos os dias são dias de aprendizagem. Quando chegamos à idade adulta achamos por bem ter momentos em que travamos propositadamente a nossa evolução e daí surgem os momentos de insatisfação. É como se tivéssemos saltado do fluxo do rio!
Quando saímos do fluxo do rio é bem provável que tenhamos medo de voltar a entrar nele.
Entender que esses momentos de stop não existem é o primeiro passo. Depois não adianta atirar-se para o rio sem aceitar e prestar atenção à insatisfação. Porquê?
A insatisfação vai mostrar-lhe aquilo que precisa de viver! Ou seja, quais os valores importantes para si e que não estão sendo atendidos.
Conhecer a insatisfação irá desmantelar o medo de voltar ao rio, porque vai trazer-lhe a corrente certa na qual tem de entrar.
Se mesmo assim tiver medo, saiba que ele é um guardião que lhe indica a presença da sua evolução, da sua expansão!
Muitas vezes ir na direção que implica medo é ir na direção certa.
Acorde para aquilo que é importante para si! Esta é a única forma de aceitar a mudança como parte duma vida plena.
Comece com a pergunta: O que seria importante para mim viver agora, neste preciso momento?
Prossiga com a próxima pergunta: Nos momentos em que me senti realmente bem/realizado, o que contribuiu para isso? E quais desses pontos não estão presentes neste momento?
Finalize com a pergunta: O que é que posso fazer já, no sentido de me aproximar do que é importante para mim?
Agora Faça!
Nelson Furtado
Master Coach & Human Development
geral@woryou.life
www.workyou.life







